DA POESIA

O menino foi à sombra de sua árvore fora dos muros
onde deixava diariamente suas necessidades de intestino
E se outro menino na árvore vizinha se acocorava
e se aliviava
brotava entre ambos
a honrosa cumplicidade na depuração
do bom animal.

Desta vez, entretanto,
uma visão surpreendeu o menino, fixando-o
com estupor
embaixo de sua árvore:
no meio de uma limpeza anterior
crescia
uma nascente e trêmula plantinha.
E o estremeceu a imaginação da viagem
do pequeno guisado
ao longo de seu corpo, seu caminho indelével
incontaminado
e defendendo
em seu íntimo e delicado centro
o embrião vivo.

E na memória do menino,
com difícil contento,
começou a elevar-se para sempre
a planta mínima, teu princípio, tua verde bandeirinha,
poesia.

DE LA POESÍA

El niño entró en la sombra de su árbol de extramuros
donde dejaba diariamente sus quehaceres de intestino.
Y si otro niño en árbol vecino se acuclillaba
y se aliviaba
brotava entre ambos
la honrosa complicidad en la depuración
del buen animal.
Esta vez, sin embargo,
uma visión suspende al niño, lo fija
con estupor
bajo su árbol:
en médio de una anterior limpeza
crecía
uma incipiente y trémula plantinta.
Y lo estremeció la imaginación del viaje
de la pequena menestra
a lo largo de su cuerpo, su recorrido indemne,
incontaminado
y defendendo
en su íntimo y delicado centro
el embrión vivo.
Y en la memoria del niño,
com difícil contento,
comenzó a elevarse para siempre
la planta mínima, tu principio, tu verde banderita,
poesía.

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